O que são as Redes?
São uma estratégia de pescaria. Elas não servem para reunirmos apenas os discípulos e líderes, pois estes devem trazer as vidas para serem consolidadas nas Redes. Se elas não funcionam nessa estratégia, não há motivo para se reunir. Seria mais um evento religioso, e não de pescaria. A visão de Rede traz um grande avivamento de aglomeração, de novas pessoas para o Reino de Deus, e trabalha com metas: cada pessoa deve trazer outras pessoas para serem consolidadas. A partir das Redes, toda a Visão avança, porque elas são a maior ferramenta para se ganhar vidas.
As Redes não se reúnem apenas para celebração, adoração, louvor, testemunho e ministração da Palavra. Isso não é a tônica dessas reuniões. Todo objetivo é desatar a unção de conquista de vidas e, ao mesmo tempo, uma consolidação dos novos convertidos. Além de ganhar as vidas, temos uma outra ferramenta sendo utilizada: a consolidação desses novos convertidos.
Jesus começou o ministério falando sobre uma grande pescaria (Mt 4:18-19). Os líderes que Ele chama para cumprir esse ministério são os mesmos que, depois da morte de Jesus, deixam de ganhar vidas e voltam a pescar normalmente (Jo 21:3-6). Mas, eles se frustraram, porque pensavam que ainda sabiam pescar apenas peixes. O Deus que dá habilidade para pescar peixes é o mesmo que nos dá habilidade de jogarmos uma rede espiritual e pescarmos vidas.
Quando eles estavam de volta à pescaria, Jesus apareceu e perguntou-lhes se tinham algo para comer, e eles não tinham nada. Se o problema era a falta de comida, Jesus, então, lhes deu comida. A Bíblia colocou um detalhe estratégico nesse texto: já era de manhã. Quem é pescador sabe que de manhã não há peixe. Existe algo, então, que precisa ser avaliado: pelo horário, esgotaram-se todas as possibilidades de uma grande pescaria. O texto quer dizer que não havia mais chance alguma de se pescar. Portanto, devemos pescar enquanto Deus nos dá a oportunidade.
Aqueles discípulos estavam debaixo de um dilema terrível, pois Jesus os confrontou e mandou que jogassem a rede para o outro lado. E foi sob a palavra do Senhor que eles lançaram a rede, porque a experiência deles lhes dizia que não havia o que pescar.
Às vezes, nossas experiências, por melhor que sejam, não são suficientes para que vejamos milagres. Milagres não vêm pela experiência, mas, pela fé. Muitos de nós já temos muita experiência em algumas coisas, mas não temos visto milagres em outras. Precisamos lançar as redes sob uma palavra. Se Deus falou, vamos lançar as redes.
A pesca milagrosa não depende da nossa experiência. As experiências podem tornar tradicional o mover de Deus. Nossa tradição transgride as leis divinas e isso está escrito em Mateus 15:3. Nossas tradições podem estragar todo um processo de princípio espiritual. Quando fazemos uma reunião de Rede, nosso objetivo é uma grande pescaria. Precisamos ter em cada reunião dessas a consolidação de novos convertidos, debaixo de milagres. Para isso, cada um de nós precisa ter metas. Mas, o que vemos nas reuniões das Redes é que só se fazem presentes os mais comprometidos. Muitos não aparecem, não trazem seus doze nem a multidão dos 144. Em cada reunião, os 12 precisam trazer seus líderes de células e cada líder, pelo menos três novos convertidos ou três pessoas para se converterem.
Se cada um fizer isso, dentro da estrutura que temos hoje, o templo não será suficiente para colocar todo mundo. Se todas as seis Redes fizerem isso, cumpriremos o propósito de trazermos uma grande multidão. O segredo é entender que as Redes funcionam por milagres, não apenas por estratégias. Então, como podemos fazer para que esse milagre se manifeste? Seguindo estes princípios:
Ter paixão por vidas.
Ter estratégias consolidadoras para as vidas
Levantar intercessores específicos
Desatar a unção de conquista
Envolver toda a liderança: os 12, os 144 e líderes de células
Trazer novos convertidos ou visitantes
Paixão por vidas
A legitimidade nos dá capacidade para podermos ganhar vidas. E nós só aceitamos esse desafio, porque somos vocacionados. Em primeiro plano, vamos gerar o amor por vidas, mas só os legitimamente vocacionados suportam treinamento para isso. Se Deus não nos chamasse, não haveria pastor que nos plantasse em nosso ministério. E, se tivermos que fazer um primeiro plano, este é o amor por vidas. Precisamos ter esse amor.
Como se gera esse amor? Orando o máximo possível pedindo esse amor a Deus. Se amarmos as vidas, elas não escaparão de nossas mãos. Mas, se não tivermos amor, não há estratégia de pescaria que dê resultado. Não se faz reunião para ganhar vidas com pessoas desafetuosas. Como vou ganhar as pessoas, se eu, que sou líder, não tenho amor por vidas? Como vamos fazer uma reunião para conseguirmos aquilo pelo qual não nos movemos para conseguir?
O maior segredo de uma conquista está no seu coração envolvido nessa conquista. Não é envolvendo outros corações. Se você não vive o que está dizendo, sua palavra é uma semente morta, não germina. A partir disso, entendemos que só podemos ensinar alguém a ganhar vidas se soubermos fazer isso. O que funciona nessa estratégia é o seu bom testemunho em ganhar vidas.
Estratégias para consolidar as vidas.
Não adianta você ter um discípulo muito santo, bonzinho, obediente, mas que não ganha ninguém para Jesus. Falta ser despertado o amor por vidas nesse discípulo. Acorde o amor no coração do seu povo. Se não fizermos isso, a Visão vai se transformar em tradicionalismo e vai ficar emperrada.
O processo para a consolidação consiste em você procurar as pessoas que são linha de frente, que se tornarão uma equipe de gerenciadores do grande crescimento na unção consolidadora. Essa equipe administrará a demanda do crescimento. Pessoas que não desatam nas células não podem consolidar, pois vão perder as vidas que ganharam. Vamos ensinar essas pessoas a ganharem, consolidarem e, com um líder de célula, fazerem um acompanhamento. Não podemos entregar pessoas para um líder que está na iminência de fechar uma célula. Ele perderá todos os que estiverem debaixo da sua genealogia.
Você precisa trabalhar uma equipe que seja apaixonada por vidas, para fazer o primeiro impacto consolidador, com a unção de conquista e de consolidação. Muitos ainda não desataram na conquista, porque não lhes foi ensinado que as estratégias devem ser feitas debaixo dessa unção de conquista e consolidação. A Bíblia fala “ide e fazei discípulos de todas as nações”. “Ide” é imperativo e não quer dizer “se você quiser, vá”, quer dizer: “mesmo que não queira, você vai”. Mesmo que sua carne esteja dizendo não, você vai fazer. Isso é uma luta contra o inferno. Reino de Deus não é opcional, é uma ordem irrevogável. “Ide” e “fazei” não são opcionais, são uma ordem que cabe a você cumprir.
3. Levantar intercessores específicos.
Há pessoas apaixonadas por oração e que oram mesmo. Elas não sentem nenhuma dificuldade em ficar um dia inteiro de joelhos na presença de Deus. E não falta assunto. São pessoas ligadas ao trono, na visão de intercessão, que têm intimidade com Deus na questão da oração. Elias era muito mais intercessor do que profeta (I e II Reis).
A missão de um intercessor é tomar o lugar de alguém, conhecendo os motivos desse alguém, e orar por ele. Não podemos ter intercessores com argumentos ou que não tenham uma vida de intimidade com o Trono, senão, não teremos libertação, e, sim, exorcismo. A diferença entre eles é que na libertação mandamos os demônios, principados e potestades embora. O exorcismo é uma troca. O intercessor não faz exorcismos, faz intercessão de libertação. Ele toma o lugar de alguém, mas não permite que os espíritos malignos venham sobre ele.
O intercessor não pode ter uma postura de exorcista, senão, fica tão possesso quanto a pessoa pela qual está intercedendo. Todo intercessor precisa ter três coisas em sua vida: intimidade, visão de libertação e algo que é plenamente nobre: ser treinado para a guerra espiritual. Intercessor que não conhece essas três coisas terá dificuldade para libertar as vidas. Virá um ataque sobre ele, e ele não vai subsistir.
Lembre-se que os intercessores devem ser pessoas específicas. Quem são essas pessoas? Não estresse a sua equipe dando funções diferentes as mesmas pessoas. Existem na sua equipe pessoas com essas qualidades, você precisa descobrir quem são. Às vezes descobrimos em nossos 144 dons e talentos que não encontramos em nossos 12, e, aí, vamos vendo que o Reino vai se completando, com cada um na diversidade dos dons. E precisamos respeitar os dons de cada um.
Os intercessores desligam o homem do plano físico e o ligam no plano espiritual. Essa é a função do intercessor: desligar a pessoa no plano físico, da carne, do mundo e do diabo. Nem a obra da carne, nem as influências do mundo, nem as obras do diabo virão sobre ele, porque está ligado ao Trono (Mt 18:18).
Há poder na intercessão. Por isso, não podemos colocar nessa estratégia pessoas que orem só no entendimento, mas intercessores que orem no espírito. Isso é uma estratégia para as Redes, não é para outros objetivos. Estamos falando de pessoas que estarão orando para desligar as vidas do inferno, do mundo e da carne e trazê-las para o céu, através das Redes.
4. Desatar a unção de conquista
Antes do seu liderado de 12 e 144 ir para a Rede, prepare antes o coração dele na reunião anterior para a unção de conquista. Se nossos liderados não tiverem essa visão e a unção de conquista, não trarão a multidão. Essa unção de conquista precisa ser liberada na vida deles. Mostre a eles o que ser um intercessor e um agente consolidador. Comece a discutir as panorâmicas da visão. Não permita que nenhum dos seus liderados fique sem saber o que fazer na hora de uma consolidação, ou de uma intercessão, ou na hora de uma grande pescaria. Nunca os deixe ignorantes acerca disso.
Vamos liberar essa confiança para que a unção de conquista venha por intermédio ou da nossa famosa consolidação natural, levando-os a entender que a unção não é na mente, é no espírito e cada um deles precisa ousar nessa unção.
Não crie uma metodologia pessoal. Consulte seu líder com antecedência para receber a bênção. Não faça seus próprios planos. Primeiro se programe e depois execute. Não vamos caminhar em visões diferentes, pois nada que é feito em oculto tem bênção.
5. Envolver toda a liderança
Seus 12 e 144 precisam estar envolvidos na pescaria, senão, não há motivos para ser 12 ou 144. Se alguém não se preocupa com a grande multiplicação, o que ele está fazendo na equipe que desata o crescimento? Não somos árvores que apenas dão sombra; somos árvores que dão frutos. Infelizmente, em algumas equipes há mais gente fazendo sombra do que dando fruto. E outros são apenas “árvore de natal”, só tem enfeites.
Todos os líderes de células também precisam se envolver na pescaria. Se algum deles não se envolve porque trabalha ou estuda, não há problema. Mas, se não houver motivos para ele não se envolver, então você tem problemas. Todas as pessoas que estão debaixo de nossa cobertura precisam ter a mesma visão de alcance. Se alguém não estiver acompanhando nessa mesma visão, peça a essa pessoa para ficar numa outra equipe, ainda com você, mas envolva todos os seus 12, 144 e líderes de células. Todos eles precisam estar doutrinados. Há pessoas chegando na igreja com uma liderança poderosa inata. Comece a observar seus discípulos na terceira e quarta gerações e veja que há gente frutificando, avançando. Envolva toda sua liderança na visão da rede, de forma que todos tenham um resultado satisfatório.
6. Trazer novos convertidos ou visitantes
Os novos convertidos são as pessoas que foram ganhas nas células. Elas precisam ser consolidadas. As Redes servem para transicionar os novos convertidos para a grande multidão. Eles nascem em um grupo pequeno, numa célula, e precisamos trazê-los para a Rede, para serem consolidados, fortalecidos, alimentados na fé, e para conhecerem a igreja numa proporção maior.
Os visitantes são aqueles que não vão às células, mas vêm à igreja. Muitas pessoas têm resistência a virem às reuniões nas casas, mas têm vontade de “conhecer a igreja da torre”. Alguns vêm por conta própria; outros, apesar de sentirem vontade de vir, precisam ser estimulados, e os líderes de células e discípulos precisam ser esse instrumento de trazer as vidas. Seria bom que em cada reunião de rede cada um apresentasse os visitantes que trouxeram.
Atenção! Devemos entender que as macrocélulas não são redes, nem as substituem. Não imite as estratégias das redes nas macrocélulas. Não estresse sua equipe com isso. Nem tenha redes paralelas. Há uma só rede de homens, de mulheres, etc. Estes são, em resumo, os princípios para que tenhamos uma pescaria frutífera. Aí teremos as respostas corretas nas colheitas das redes.
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